Nesta segunda-feira (1º), o Diário de Pernambuco passou a circular às segundas-feiras, passando a estar presente nas bancas de Recife todos os dias da semana. E, para um jornal que atravessou dois séculos, o lançamento parece não só uma coincidência, mas uma resposta ao contexto atual, de acelerada digitalização.
De 2014 a 2024, 2.352 mídias jornalísticas encerraram as atividades no Brasil. O país saiu de quase mil títulos impressos no início dos anos 2000 para um ecossistema reduzido pela metade. A circulação dos 15 principais jornais nacionais em 2022 equivalia a 50% do que era quatro anos antes. A Folha de S.Paulo, para citar o maior deles, saiu de 175 mil exemplares diários em 2015 para 50 mil. O impresso não morreu, mas foi cedendo espaço palmo a palmo.
Mas a direção do jornal enxergou no caos uma oportunidade que poucos souberam ler. “O deserto de notícias regionais, resultante da crise global, e a necessidade crescente da população em ter acesso a informações confiáveis, dada a proliferação de toda sorte de conteúdo, abriram uma janela de oportunidade. Na contramão de outros jornais nacionais, temos conseguido crescer a operação do impresso, com foco no noticiário de Pernambuco, prestação de serviços e análises qualificadas”, afirma Felipe Resk, diretor de Jornalismo do Diario de Pernambuco.
O argumento de Resk tem uma lógica que o mercado de comunicação conhece bem, mas raramente tem coragem de executar: em vez de fugir do impresso como se fosse um peso morto, o Diario apostou que o excesso de informação digital criaria, paradoxalmente, mais valor para quem sabe editar. “A edição impressa tem a função, cada vez mais necessária, de facilitar a vida do leitor ao organizar as principais notícias e oferecer informações relevantes, de qualidade e que retratam a realidade da qual ele faz parte”, explica.
Os números do digital confirmam que a operação como um todo está em movimento. De janeiro a abril de 2026, a audiência do portal triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior. No Instagram, o crescimento orgânico de seguidores superou 17% nos últimos 12 meses. Mas crescer no digital, para o Diario, não significa abrir mão do papel. “Nossa visão é que as plataformas digitais e o jornal impresso não são rivais ou competem entre si, mas sim cumprem funções complementares. Para a gente, o mais importante é conseguir oferecer informação de qualidade em qualquer lugar em que o leitor estiver”, diz Resk.
Quem lê o Diario no papel tem, em geral, mais de 45 anos. Quem lê no digital está entre os 25 e os 44. Mas a direção do jornal observa algo que contraria a narrativa de que o impresso é território exclusivo das gerações mais velhas: um aumento de interesse do público mais jovem pela edição física. Como se, em meio a tanto ruído, a lentidão proposital de um jornal dobrado nas mãos tivesse voltado a fazer sentido.
Fundado em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão, o jornal mais antigo em circulação da América Latina atravessou o Segundo Reinado, a proclamação da República, duas Guerras Mundiais e quatro pandemias.
Em 2024, o acervo do Diario foi reconhecido como patrimônio cultural material do Brasil pela Lei nº 15.027. Pelo jornal passaram nomes que moldaram o pensamento brasileiro: Gilberto Freyre colaborou com o Diario por 69 anos, tendo publicado seu primeiro texto no jornal aos 18 anos, enquanto estudava nos Estados Unidos. Assis Chateaubriand trabalhou como jornalista no veículo antes de se tornar o maior empresário de comunicação do país. E Raimundo Carrero, um dos maiores escritores brasileiros vivos, voltou a assinar uma coluna semanal no jornal neste ano.
Nesta segunda-feira (1º), o Diário de Pernambuco passou a circular às segundas-feiras, passando a estar presente nas bancas de Recife todos os dias da semana. E, para um jornal que chegou perto de perder um formato histórico, o lançamento parece não só uma coincidência, mas uma resposta ao contexto atual, de acelerada digitalização.
De 2014 a 2024, 2.352 mídias jornalísticas encerraram as atividades no Brasil. O país saiu de quase mil títulos impressos no início dos anos 2000 para um ecossistema reduzido pela metade. A circulação dos 15 principais jornais nacionais em 2022 equivalia a 50% do que era quatro anos antes. A Folha de S.Paulo, para citar o maior deles, saiu de 175 mil exemplares diários em 2015 para 50 mil. O impresso não morreu, mas foi cedendo espaço palmo a palmo.
Mas a direção do jornal enxergou no caos uma oportunidade que poucos souberam ler. “O deserto de notícias regionais, resultante da crise global, e a necessidade crescente da população em ter acesso a informações confiáveis, dada a proliferação de toda sorte de conteúdo, abriram uma janela de oportunidade. Na contramão de outros jornais nacionais, temos conseguido crescer a operação do impresso, com foco no noticiário de Pernambuco, prestação de serviços e análises qualificadas”, afirma Felipe Resk, diretor de Jornalismo do Diario de Pernambuco.
O argumento de Resk tem uma lógica que o mercado de comunicação conhece bem, mas raramente tem coragem de executar: em vez de fugir do impresso como se fosse um peso morto, o Diario apostou que o excesso de informação digital criaria, paradoxalmente, mais valor para quem sabe editar. “A edição impressa tem a função, cada vez mais necessária, de facilitar a vida do leitor ao organizar as principais notícias e oferecer informações relevantes, de qualidade e que retratam a realidade da qual ele faz parte”, explica.
Os números do digital confirmam que a operação como um todo está em movimento. De janeiro a abril de 2026, a audiência do portal triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior. No Instagram, o crescimento orgânico de seguidores superou 17% nos últimos 12 meses. Mas crescer no digital, para o Diario, não significa abrir mão do papel. “Nossa visão é que as plataformas digitais e o jornal impresso não são rivais ou competem entre si, mas sim cumprem funções complementares. Para a gente, o mais importante é conseguir oferecer informação de qualidade em qualquer lugar em que o leitor estiver”, diz Resk.
Quem lê o Diario no papel tem, em geral, mais de 45 anos. Quem lê no digital está entre os 25 e os 44. Mas a direção do jornal observa algo que contraria a narrativa de que o impresso é território exclusivo das gerações mais velhas: um aumento de interesse do público mais jovem pela edição física. Como se, em meio a tanto ruído, a lentidão proposital de um jornal dobrado nas mãos tivesse voltado a fazer sentido.
Fundado em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão, o jornal mais antigo em circulação da América Latina atravessou o Segundo Reinado, a proclamação da República, duas Guerras Mundiais e quatro pandemias.
Em 2024, o acervo do Diario foi reconhecido como patrimônio cultural material do Brasil pela Lei nº 15.027. Pelo jornal passaram nomes que moldaram o pensamento brasileiro: Gilberto Freyre colaborou com o Diario por 69 anos, tendo publicado seu primeiro texto no jornal aos 18 anos, enquanto estudava nos Estados Unidos. Assis Chateaubriand trabalhou como jornalista no veículo antes de se tornar o maior empresário de comunicação do país. E Raimundo Carrero, um dos maiores escritores brasileiros vivos, voltou a assinar uma coluna semanal no jornal neste ano.
Nesta segunda-feira (1º), o Diário de Pernambuco passou a circular às segundas-feiras, passando a estar presente nas bancas de Recife todos os dias da semana. E, para um jornal que chegou perto de perder um formato histórico, o lançamento parece não só uma coincidência, mas uma resposta ao contexto atual, de acelerada digitalização.
De 2014 a 2024, 2.352 mídias jornalísticas encerraram as atividades no Brasil. O país saiu de quase mil títulos impressos no início dos anos 2000 para um ecossistema reduzido pela metade. A circulação dos 15 principais jornais nacionais em 2022 equivalia a 50% do que era quatro anos antes. A Folha de S.Paulo, para citar o maior deles, saiu de 175 mil exemplares diários em 2015 para 50 mil. O impresso não morreu, mas foi cedendo espaço palmo a palmo.
Mas a direção do jornal enxergou no caos uma oportunidade que poucos souberam ler. “O deserto de notícias regionais, resultante da crise global, e a necessidade crescente da população em ter acesso a informações confiáveis, dada a proliferação de toda sorte de conteúdo, abriram uma janela de oportunidade. Na contramão de outros jornais nacionais, temos conseguido crescer a operação do impresso, com foco no noticiário de Pernambuco, prestação de serviços e análises qualificadas”, afirma Felipe Resk, diretor de Jornalismo do Diario de Pernambuco.
O argumento de Resk tem uma lógica que o mercado de comunicação conhece bem, mas raramente tem coragem de executar: em vez de fugir do impresso como se fosse um peso morto, o Diario apostou que o excesso de informação digital criaria, paradoxalmente, mais valor para quem sabe editar. “A edição impressa tem a função, cada vez mais necessária, de facilitar a vida do leitor ao organizar as principais notícias e oferecer informações relevantes, de qualidade e que retratam a realidade da qual ele faz parte”, explica.
Os números do digital confirmam que a operação como um todo está em movimento. De janeiro a abril de 2026, a audiência do portal triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior. No Instagram, o crescimento orgânico de seguidores superou 17% nos últimos 12 meses. Mas crescer no digital, para o Diario, não significa abrir mão do papel. “Nossa visão é que as plataformas digitais e o jornal impresso não são rivais ou competem entre si, mas sim cumprem funções complementares. Para a gente, o mais importante é conseguir oferecer informação de qualidade em qualquer lugar em que o leitor estiver”, diz Resk.
Quem lê o Diario no papel tem, em geral, mais de 45 anos. Quem lê no digital está entre os 25 e os 44. Mas a direção do jornal observa algo que contraria a narrativa de que o impresso é território exclusivo das gerações mais velhas: um aumento de interesse do público mais jovem pela edição física. Como se, em meio a tanto ruído, a lentidão proposital de um jornal dobrado nas mãos tivesse voltado a fazer sentido.
Fundado em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão, o jornal mais antigo em circulação da América Latina atravessou o Segundo Reinado, a proclamação da República, duas Guerras Mundiais e quatro pandemias.
Em 2024, o acervo do Diario foi reconhecido como patrimônio cultural material do Brasil pela Lei nº 15.027. Pelo jornal passaram nomes que moldaram o pensamento brasileiro: Gilberto Freyre colaborou com o Diario por 69 anos, tendo publicado seu primeiro texto no jornal aos 18 anos, enquanto estudava nos Estados Unidos. Assis Chateaubriand trabalhou como jornalista no veículo antes de se tornar o maior empresário de comunicação do país. E Raimundo Carrero, um dos maiores escritores brasileiros vivos, voltou a assinar uma coluna semanal no jornal neste ano.
Duzentos anos e uma segunda-feira a mais depois, o mais antigo jornal da América Latina segue imprimindo. Literalmente.
