Economia

Nordeste impulsiona crescimento de investidores no Brasil com expansão fora do eixo tradicional

Por Redação

23/02/2026 08h00

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O Nordeste registrou crescimento expressivo na base de investidores nos últimos cinco anos, acompanhando o avanço observado também na região Norte, segundo dados públicos da B3.

Entre 2020 e 2025, o número de pessoas físicas que aplicam em produtos financeiros mais sofisticados, como Tesouro Direto e renda variável, mais que dobrou, o que indica que a educação financeira está avançando para além dos grandes centros econômicos do Sudeste.

A expansão na região é parte de uma tendência nacional de maior participação no mercado de capitais, impulsionada pela digitalização dos serviços financeiros e pelo acesso mais amplo à informação, que têm levado investidores nordestinos a buscar alternativas à tradicional poupança.

Apesar disso, muitos ainda mantêm preferência por aplicações mais conservadoras, o que evidencia um processo gradual de mudança no perfil regional de investimentos.

Dados adicionais da própria B3 mostram que, mesmo com a concentração histórica de investidores no Sudeste, o Nordeste figura entre as regiões com crescimento relativo acima da média, reforçando o papel da educação financeira e do acesso digital no impulso à inclusão de novos investidores na economia brasileira.

Desenvolvendo o Nordeste

O Banco do Nordeste é o principal agente financeiro de desenvolvimento da região, atuando em todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. Em 2025, o banco contratou R$ 34,8 bilhões em crédito, incluindo microcrédito urbano e rural, produtos para micro e pequenas empresas e crédito produtivo, além de R$ 10,7 bilhões direcionados à agricultura familiar. No microcrédito urbano pelo Crediamigo, foram mais de 3,8 milhões de operações, garantindo acesso ao crédito e fomentando emprego e renda na região.

No episódio #130 do Nosso Meio Cast, Rodrigo Bourbon, Superintendente de Marketing e Comunicação do Banco do Nordeste, fala sobre investimento em mídia, posicionamento de marca e o papel estratégico da comunicação no desenvolvimento regional. Ele analisa os números que realmente importam para o mercado, destaca a força dos veículos locais e regionais na construção da marca e explica como o banco equilibra branding, performance e relacionamento no ambiente digital.