Por Alberto Jorge, CEO da Trust Control e especialista em cibersegurança
De acordo com estudos especializados, em 2025, o Brasil registrou alta de 126% em fraudes com deepfakes – na comparação com o ano anterior -, concentrando 39% dos casos na América Latina. Entre os segmentos mais afetados estão os de fintechs, bancos e negócios online. Essa explosão revela como criminosos usam a IA para falsificar logomarcas, menções e identidades, prejudicando a confiança dos consumidores e custando bilhões em prejuízos. Diante desse quadro, profissionais de marketing não podem mais se limitar a campanhas criativas: o monitoramento ativo de marcas é uma corresponsabilidade ética e estratégica para todos na equipe.
Outro dado alarmante é que foram registradas, somente no primeiro semestre do ano passado, 315 bilhões de tentativas de ataques e fraudes com marcas legítimas, como perfis falsos e sites clonados. Este tipo de golpe classifica o Brasil como o 7º mais atacado globalmente. Sem vigilância, uma menção fraudulenta no WhatsApp ou redes sociais pode viralizar, confundindo clientes e acionistas.
Em contraste, pesquisas apontam que 73% dos brasileiros ainda não conseguem identificar golpes mais recentes. Por isso, responsáveis pelo marketing das empresas precisam atuar como guardiões da imagem e devem priorizar alertas em tempo real para evitar que bandidos transformem ativos valiosos em ferramentas de extorsão.
O mercado oferece plataformas eficientes para mitigar esses riscos, integrando IA e automação. Ferramentas monitoram menções em redes sociais, fóruns e deep web, detectando impersonações com alertas instantâneos. Algumas soluções podem derrubar ativos fraudulentos em até 90 segundos, combinando tecnologias avançadas e Inteligência Artificial.
Ignorar o monitoramento é negligência corporativa, o que não pode ocorrer em um cenário em que 50% das empresas buscam segurança somente depois de terem dados vazados ou sistemas invadidos. Líderes de marketing devem integrar protocolos, cobrando os responsáveis pela cibersegurança das empresas e agências por relatórios semanais. Só assim a reputação das marcas brasileiras estarão mais protegidas no mundo digital, transformando profissionais em aliados proativos contra o crime cibernético.
