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Que tal ter 35% a mais de vínculo com seu cliente?

Por Redação

28/05/2026 09h00

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Por: Francisco Arrais

O Marketing Sinestésico ou Sensorial, nada mais é do que ações que exploram os sentidos humanos para vender: tato, olfato, visão, audição e paladar. Pensei nisso: Atualmente, o consumidor está acostumado a ser estimulado apenas de forma visual, então, isso dá a margem para que ele seja surpreendido positivamente quando receber estímulos referente aos outros sentidos.

O ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente, 5% do que vê, 2% do que ouve e 1% daquilo que tocam. A memória pode reter até 10.000 aromas distintos, ao passo que reconhece
apenas 200 cores. No neuromarketing, chamamos de vínculo emocional a forma como uma marca se compromete com os consumidores num nível de sensações.

Aromas estimulam certas áreas do cérebro responsáveis pela criação de emoções e memórias. Os cheiros remetem às lembranças e, quando bem trabalhados, são associados de forma praticamente instantânea por parte do cliente.

O olfato é o que podemos chamar de sentido silencioso, pois é difícil verbalizar um aroma, tende descrever um cheiro, vai ver que é mais difícil. E isso pode ser bom, pois gera mais exclusividade para sua marca, torna única, difícil de explicar, porém fácil de sentir.

O olfato é um dos cinco sentidos que já começamos a desenvolver entre a quarta e a sexta semana de gestação. Além disso, o olfato é o único dos sentidos que é processado diretamente pelo cérebro, sem passar por filtros, como o sentido da visão faz com a retina e o nervo óptico, por exemplo.

O sistema olfativo está conectado ao sistema límbico, conjunto de estruturas cerebrais fundamentais para regular emoções, memórias e motivação. O que quero realçar é que o olfato está muito associado aos mecanismos emocionais, ao contrário dos outros sentidos, que percorrem um caminho mais longo para alcançar a região do cérebro responsável pelas emoções e memórias.

Você já considerou concentrar alguma estratégia no sentido do olfato?

Deveria, pois a lembrança de cheiros permanece intacta por até um ano.

Autor: Francisco Arrais – Diretor de Criação da Café Novo Comunicação