R$ 4,4 bilhões. É o volume estimado de investimento em Digital Out-of-Home no Brasil em 2025, segundo o IAB Brasil em parceria com o IBOPE Advertising Intelligence. Pela primeira vez, o estudo AdSpend traz uma estimativa específica para DOOH, o que por si só já é um sinal. Quando um número merece uma categoria própria, é porque o mercado parou de tratar aquele canal como detalhe.
Os setores com maior concentração de investimento são Mobiliário Urbano, Aeroportos e Edifícios, ambientes de alta circulação qualificada, onde contexto e audiência se encontram de forma natural e mensurável. Não é coincidência: são exatamente os espaços onde atenção ainda vale alguma coisa.
O que diferencia o DOOH da mídia exterior tradicional não é a tela. É a inteligência que opera por trás dela. Segmentação por horário, condições climáticas, fluxo de pessoas, perfil de localização e integração em tempo real com campanhas digitais transformaram o painel externo em um canal de precisão. Esse movimento já tem nome no mercado global: pDOOH, o programmatic digital out-of-home. E o Brasil está construindo sua própria versão, com infraestrutura, escala e inteligência de dados crescendo juntas.
Uma campanha de DOOH bem estruturada não interrompe o ambiente, ela se integra a ele. É mídia que respeita contexto, e contexto é o ativo mais escasso no ecossistema atual. Renan Carvalho, CEO da BIGDOOH, acompanha essa virada de perto no mercado cearense: “Nos últimos anos percebemos um aumento forte na procura por LEDs, principalmente por marcas que querem mais impacto, presença e campanhas mais dinâmicas. Hoje, empresas que antes investiam apenas no digital passaram a enxergar o DOOH e o OOH tradicional como mídias estratégicas.”

O Ceará está dentro dessa história de forma estrutural. O PIB cearense tem avançado acima da média nacional de forma consistente, sustentado por um ecossistema que combina desenvolvimento tecnológico, polo acadêmico consolidado e uma economia que atrai investimentos de escala nacional. Fortaleza, em particular, é hoje uma das cidades com maior expansão de infraestrutura de mídia digital do país, novos pontos em corredores de alto fluxo, shoppings, aeroporto e vias estratégicas da capital. “Fortaleza tem um mercado muito forte para mídia exterior, e esse movimento vem crescendo cada vez mais”, reforça Renan.
E com crescimento vem organização. Em 2024, foi lançada a Associação Cearense de LED e Mídia DOOH, iniciativa que busca fortalecer o diálogo com o poder público e promover o desenvolvimento responsável do segmento, com critérios técnicos, controle de brilho e integração cuidadosa com o espaço urbano. “Queremos mostrar que é um setor organizado, preocupado em estar próximo da população, trazendo informações atualizadas e em harmonia com a cidade”, diz o CEO. O setor amadureceu o suficiente para criar suas próprias instituições, e isso tem peso.
O Prêmio Juan Vazquez 2026 chegou à sua sétima edição com a categoria DOOH consolidada pelo segundo ano consecutivo. A consolidação da categoria no principal prêmio do digital cearense não é apenas um recorte da premiação, é um reflexo do quanto o formato ganhou relevância e legitimidade no mercado regional. “O Nordeste tem um potencial muito forte, e é importante que existam empresas investindo não só em estrutura, mas também no desenvolvimento do mercado como um todo”, conclui Renan.
Confira os resultados do Prêmio ACADi Juan Vazquez 2026:
