Com economia baseada em serviços e tecnologia, capital pernambucana vive expansão de empresas, inovação e novos projetos urbanos
No aniversário de Recife, a capital pernambucana também celebra um momento de fortalecimento do seu ambiente de negócios. Com uma economia fortemente baseada nos setores de serviços e tecnologia, a cidade possui um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 55 bilhões e o maior PIB per capita entre as capitais do Nordeste, segundo dados do IBGE.
Esse cenário tem sido impulsionado pelo crescimento de empresas, pela consolidação de polos de inovação e por uma transformação urbana que reposiciona a cidade como um dos principais centros econômicos da região.
Para Larissa Falcão, sócia e líder da XP na região Norte e Nordeste, Recife atravessa um processo de amadurecimento econômico que vai além dos indicadores tradicionais. Segundo ela, o fortalecimento do ecossistema de inovação tem sido um dos principais motores desse movimento. “Recife vive um momento de maturação econômica que vai muito além dos indicadores tradicionais. A cidade consolidou-se como um dos principais ecossistemas de inovação do Brasil, com o Porto Digital reunindo centenas de empresas de tecnologia e atraindo grandes instituições financeiras para a região”, afirma.

De acordo com a executiva, a evolução do mercado financeiro no Nordeste também acompanha uma mudança no perfil do investidor da região, que passa a buscar mais informação, planejamento e serviços especializados.
“A nossa operação no Norte e Nordeste cresceu mais de 10 vezes nos últimos cinco anos, tanto em número de profissionais quanto em volume de recursos sob gestão. Esse crescimento acompanha uma mudança de mentalidade do investidor da região, que está cada vez mais consciente do seu patrimônio e mais exigente em relação à qualidade do serviço financeiro que recebe”, destaca.
Para os próximos anos, a tendência é que Recife amplie ainda mais seu protagonismo econômico, impulsionado pela economia do conhecimento, pela inovação e pela descentralização das decisões de investimento no país.
“Olhando para frente, vejo três tendências marcantes para o cenário de negócios no Recife: a consolidação de um ecossistema produtivo cada vez mais conectado à economia do conhecimento, o crescimento da demanda por planejamento financeiro e patrimonial e a descentralização das decisões de investimento”, pontua Larissa.
Esse movimento também se reflete na transformação urbana da cidade e na forma como novos empreendimentos vêm sendo pensados. No setor imobiliário, a busca por projetos que integrem mobilidade, serviços e qualidade de vida tem impulsionado novos modelos de desenvolvimento.
Para Diego Villar, CEO da MDNE, Recife reúne características estratégicas que favorecem a expansão de negócios e novos investimentos. “Recife é uma cidade que reúne características muito especiais para o desenvolvimento de negócios. É um grande centro urbano do Nordeste, com forte base educacional, um ecossistema de inovação reconhecido nacionalmente, infraestrutura consolidada e, sobretudo, uma capacidade histórica de se reinventar”, afirma.

Segundo ele, o mercado também acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, que hoje valoriza mais a experiência de viver a cidade e a integração dos espaços urbanos. “Há uma demanda crescente por projetos que combinam qualidade de vida, mobilidade, serviços e integração com a cidade. O consumidor está mais exigente, mais atento à experiência de morar e viver os espaços”, explica.
Entre os exemplos desse processo de transformação está a requalificação de áreas estratégicas da cidade, como a região do antigo Cais Estelita, que vem sendo reposicionada como um novo polo urbano.
“Um exemplo importante é o projeto do Novo Cais, que vem transformando a região do antigo Cais Estelita e reposicionando aquela área como um novo polo urbano. Onde antes havia apenas uma área de passagem, uma ‘necrose urbana’, agora passa a ser destino e volta a ter vida”, destaca.
Com a combinação entre tecnologia, inovação, novos formatos de trabalho e projetos de requalificação urbana, a expectativa é que Recife siga consolidando seu papel como um dos principais polos de negócios e inovação do Nordeste.
