Um novo capítulo do entretenimento no Nordeste começa a ganhar forma, agora com foco nas famílias. No dia 26 de abril, o RioMar Fortaleza recebe a primeira edição do Zepinho, festival infantil que nasce com a proposta de preencher uma lacuna ainda pouco explorada na região: experiências estruturadas, seguras e relevantes para o público infantil e seus responsáveis.
Idealizado a partir da expertise do já consolidado Festival Zepelim, o projeto marca uma expansão estratégica de formato e audiência. “O Nordeste tem uma cena de entretenimento extremamente potente, mas ainda com poucas opções estruturadas voltadas ao público infantil e familiar. Existe uma demanda reprimida por experiências pensadas para crianças, sem abrir mão da qualidade e da relevância”, afirma Marcela d’Arrochella, sócia e diretora comercial do Sua Música.

A criação do Zepinho não representa apenas uma adaptação, mas uma evolução de produto. Segundo Marcela, o processo partiu da manutenção do DNA do Zepelim, com foco em impacto social, conexão local e responsabilidade ESG, ao mesmo tempo em que toda a jornada foi redesenhada para o universo infantil.
“A adaptação parte de um princípio simples: manter o que é essência e transformar o que é jornada”, explica.
Essa transformação se traduz em decisões estratégicas que vão da curadoria à estrutura do evento. A escolha de um ambiente controlado, com foco em segurança, conforto e conveniência, reforça o posicionamento do festival como uma experiência pensada para famílias.
Com um line-up que mistura nomes como João Gomes, Galinha Pintadinha e Mundo Bita, o Zepinho aposta em uma curadoria que conecta diferentes gerações.
A proposta é clara: criar uma experiência compartilhada entre pais e filhos. “Estamos falando de crianças de 2 a 9 anos, com interesses muito distintos. Por isso, pensamos em um line-up que seja divertido e relevante tanto para elas quanto para quem acompanha”, diz Marcela.
Além dos shows, o festival inclui oficinas, brinquedos e experiências interativas, elementos que reforçam o objetivo de ir além do entretenimento passivo.
“Em um cenário de excesso de estímulos digitais, nada substitui o ao vivo. O Zepinho nasce para proporcionar interação, encantamento e, principalmente, memória afetiva.”
Sua Música amplia atuação como hub de negócios e conteúdo
A estreia do Zepinho também consolida um movimento estratégico do Sua Música no mercado: atuar como um hub completo de entretenimento.
Além de assinar a transmissão ao vivo do festival para todo o Brasil, a plataforma também lidera a comercialização das cotas de patrocínio.
“Mais do que um festival, estamos criando um novo ativo para o mercado. Isso amplia o nosso alcance e reforça nosso posicionamento como um player que não só distribui conteúdo, mas cria, conecta e escala experiências”, afirma Marcela.
O projeto também inaugura um novo território de conexão entre marcas e público. Diferente dos formatos tradicionais, o Zepinho foi desenhado para que patrocinadores façam parte da experiência, e não apenas da exposição.
“As cotas foram estruturadas para permitir ativações reais: oficinas, espaços interativos, experiências entre pais e filhos. São momentos que geram memória, e isso tem um valor enorme para as marcas”, explica.
Com transmissão ao vivo, o Zepinho já nasce como um evento híbrido, ampliando seu alcance para além de Fortaleza.
“A gente entende que nem todas as famílias conseguem estar presentes fisicamente. O digital entra como uma extensão da experiência, levando conteúdo de qualidade para diferentes regiões”, diz.
Fortaleza como ponto de partida
Mais do que uma edição pontual, o Zepinho é pensado como plataforma de longo prazo. A capital cearense funciona como piloto para expansão futura.
“A ideia é construir um relacionamento contínuo com esse público ao longo do ano. Fortaleza é o ponto de partida, mas já olhamos para outras capitais como Recife e Salvador”, revela.
Ao apostar no segmento infantil, o Zepinho amplia o escopo da indústria de entretenimento regional, tradicionalmente mais voltada ao público jovem e adulto.“O que estamos fazendo é abrir uma nova frente. Isso gera oportunidades para marcas, produtores e talentos, movimenta a economia e incentiva novos projetos”, conclui Marcela.
