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78% dos consumidores brasileiros acreditam que a inteligência artificial vai facilitar suas compras neste ano, índice bem acima da média global de 43%

Por Redação

02/10/2026 12h16

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Brasil é o mercado mais otimista sobre o uso de IA nas compras de fim de ano, aponta pesquisa da Sinch

Enquanto consumidores de diferentes mercados ainda demonstram cautela em relação ao uso da inteligência artificial nas compras de fim de ano, o Brasil aparece na contramão desse movimento. Segundo uma nova pesquisa da Sinch, 78% dos consumidores brasileiros acreditam que a IA vai facilitar suas compras neste ano, o maior índice entre os oito países analisados.

O levantamento ouviu 2.501 consumidores nos Estados Unidos, Austrália, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, México e Espanha e mostra que, globalmente, a percepção é mais moderada: 43% acreditam que a IA facilitará suas compras de fim de ano, ante 48% em 2025.

A diferença entre os mercados é significativa. Nos Estados Unidos, apenas 26% dos entrevistados acreditam que a IA ajudará nas compras de fim de ano, enquanto 43% afirmam que ela não terá esse papel. O Brasil, por outro lado, lidera entre os mercados pesquisados em expectativa positiva sobre a tecnologia.

Apesar do entusiasmo com a tecnologia, a pesquisa mostra que a relação dos consumidores com a IA depende de como ela é aplicada. Em vez de uma aceitação irrestrita, os consumidores tendem a confiar mais na tecnologia quando ela está associada a tarefas específicas e práticas.

Globalmente, 81% dos entrevistados dizem confiar em um assistente de IA para rastrear pedidos e acompanhar atualizações de entrega. O índice chega a 74% quando o assunto são dúvidas antes da compra. A confiança diminui para 66% em alterações de conta e 62% em questões relacionadas a pagamentos e faturamento.

Os dados indicam uma oportunidade para as marcas incorporarem IA à jornada de compra de forma mais funcional, especialmente em momentos em que o consumidor busca rapidez e autonomia.

“IA pelo simples fato de ser IA não agrada aos compradores. O que funciona é a tecnologia aplicada a uma tarefa que eles realmente querem resolver. Rastreamento de pedidos e dúvidas pré-compra são exemplos claros, porque a confiança nesses casos já é alta. Em pagamentos, faturamento e alterações de conta, o consumidor ainda quer ter uma pessoa por perto, e as marcas precisam tornar essa transferência simples e evidente”, afirma Robert Gerstmann, Chief Evangelist e cofundador da Sinch.

Consumidor quer IA, mas não abre mão do fator humano

A pesquisa também mostra que a confiança muda quando a IA deixa de fornecer informações e passa a oferecer recomendações ou tomar decisões.

53% dos consumidores globais ainda confiam mais na recomendação de produtos feita por uma pessoa real do que por uma IA, enquanto 47% confiam na tecnologia tanto quanto ou mais.

O mesmo acontece no atendimento por voz. 48% confiam mais em um agente humano por telefone do que em um agente de voz baseado em IA, enquanto 32% confiam igualmente nos dois formatos. Outros 15% afirmaram querer ter a possibilidade de transferir a interação para uma pessoa quando necessário.

Ainda assim, a resistência à interação com IA é pequena. Entre os 2.501 consumidores entrevistados, apenas uma pessoa afirmou que nunca gostaria de interagir com um chatbot de IA em nenhuma circunstância.

Entre os usos mais desejados estão o rastreamento de pedidos (48%), a pesquisa de produtos antes da compra (47%) e o atendimento ao cliente (36%).

Privacidade continua no centro das preocupações

O otimismo em relação à IA não elimina as preocupações dos consumidores. Privacidade e uso de dados aparecem pelo segundo ano consecutivo como a principal preocupação, mencionada por 43% dos entrevistados. Apenas 7% afirmam não ter nenhuma preocupação em relação à tecnologia.

Para as empresas, o cenário reforça a necessidade de equilibrar conveniência e confiança. No Brasil, onde a expectativa em relação à IA é particularmente alta, a oportunidade está em transformar esse entusiasmo em experiências de compra mais simples, personalizadas e eficientes, sem perder de vista transparência, segurança e acesso ao atendimento humano quando necessário.

Principais dados da pesquisa

  • 78% dos brasileiros acreditam que a IA facilitará suas compras de fim de ano, o maior índice entre os mercados pesquisados.
  • Globalmente, 43% esperam que a IA facilite suas compras, contra 48% em 2025.
  • 81% dos consumidores confiam na IA para rastreamento de pedidos e atualizações de entrega.
  • 74% confiam na IA para responder dúvidas antes da compra.
  • A confiança cai para 62% quando envolve mudanças em pagamentos ou faturamento.
  • 53% preferem a recomendação de produtos feita por uma pessoa real.
  • 48% confiam mais em um agente humano por telefone do que em um agente de voz de IA.
  • Apenas 1 dos 2.501 entrevistados afirmou que nunca gostaria de interagir com um chatbot de IA.
  • 43% apontam privacidade e uso de dados como a principal preocupação em relação à IA.