A Panini decidiu revisar o álbum da Copa do Mundo Fifa 2026 com um pacote complementar de figurinhas após a primeira convocação de Carlo Ancelotti trazer nomes que ficaram fora da edição original, entre eles Neymar, Endrick, Bremer, Igor Thiago e Rayan.
A movimentação acontece em um momento delicado para a companhia: falta cerca de um mês para o fim do licenciamento da seleção brasileira, que passará para a Topps, controlada pelo grupo Fanatics.
Mais do que uma simples correção editorial, a iniciativa revela uma estratégia de relacionamento. Em vez de encerrar a coleção como planejado e aceitar a ausência de atletas relevantes, a Panini opta por atualizar o produto em pleno ciclo de vendas.
A decisão aumenta custos operacionais, exige nova logística e mexe na cadeia de distribuição, mas preserva um ativo importante: a conexão emocional do torcedor com o álbum.
No mercado de colecionáveis, eficiência nem sempre vence percepção. Deixar Neymar fora da coleção justamente em sua possível última Copa teria impacto maior sobre a marca do que o custo de imprimir e distribuir novas figurinhas.
Ao incluir os principais nomes chamados por Ancelotti, a Panini transforma uma atualização operacional em gesto simbólico diante do consumidor brasileiro.
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