Prêmios, holofotes, palcos e aplausos: marketing não é sobre isso. Reduzir a área apenas à criatividade ou à comunicação é um equívoco frequente.
O marketing é uma ciência complexa e estratégica — uma jornada repleta de etapas e personagens cujo propósito final é atender às necessidades dos clientes enquanto gera resultado para o negócio. Ao longo desse caminho, diversas frentes se conectam: diretoria, P&D, estratégia, branding, precificação, comercial, atendimento, execução e Customer Success. São disciplinas complementares que, no entanto, costumam ser conduzidas por setores com culturas e microobjetivos próprios — e, eventualmente, conflitantes.
Para um projeto prosperar, é preciso que áreas abram mão de premissas particulares em prol de um objetivo comum. Conectar todas essas pontas não é tarefa simples, mas a performance final depende desse alinhamento. Não há espaço para um único protagonista nessa jornada.
Em Execução, obra clássica de Ram Charan, o autor destaca a urgência de incorporar a operacionalização na própria construção dos planos estratégicos e de marketing. Processos, recursos, governança e, sobretudo, pessoas exigem uma liderança atuante e comprometida com o conceito e a essência dos planos — capaz de decidir, deliberar e acompanhar.
A mensagem é direta: sem execução, nenhum plano se sustenta. Alinhar cultura e conceito não é simples, mas é indispensável na arquitetura de qualquer planejamento.
