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Não é só preço, é escolha

Por Redação

18/09/2026 17h00

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Por Magnum Sampaio, coordenador de Marketing do Grupo Aço Cearense

Se preço fosse o único critério de compra, branding não existiria. Toda decisão tem uma camada racional. Preço, prazo, qualidade, condições comerciais. Mas existe algo além da planilha: percepção. Confiança. Experiência. Existe valor.

Gian Franco, ao falar sobre escolhas humanas, traz uma ideia que gosto muito: valor é um critério que levamos em consideração quando precisamos tomar decisões. Para mim, é aí que o branding entra. Uma marca forte não serve apenas para ser lembrada. Ela ajuda a escolher.

Imagine duas empresas com produtos semelhantes, preços próximos e boas condições comerciais. Uma delas, porém, construiu relacionamento, transmite confiança e gera boas experiências. Quando chega a hora da decisão, a disputa já não acontece somente no preço.

A marca entrou na negociação antes do vendedor. Isso fica ainda mais evidente no mercado do aço, onde preço tem enorme peso. Se deixarmos toda a diferenciação para o momento da venda, colocamos uma pressão enorme sobre desconto e negociação.

No Grupo Aço Cearense, temos buscado criar outros motivos para sermos escolhidos. A Blitz do Aço é um exemplo. Levamos nossos times até distribuidores para conhecer operações, ouvir clientes e fortalecer relações. Parece simples, mas muda a pergunta: deixa de ser apenas “quanto custa?” e passa também por “quem está do outro lado dessa negociação?”.

Na Corrida da Construção, realizada pela Aço Cearense e a SINOBRAS, siderúrgica do Grupo localizada no Pará, seguimos outro caminho. Criamos uma experiência para reunir pessoas e empresas do setor. Ali, a marca não estava pedindo uma compra. Estava criando conexões entre pessoas, empresas e profissionais que movimentam a cadeia da construção, transformando uma experiência esportiva em oportunidade de relacionamento, proximidade e geração de valor.” 

O mesmo acontece em feiras e eventos. Cada encontro é uma oportunidade de aumentar a percepção de valor, fortalecer clientes e abrir novas portas. É por isso que gosto de pensar que branding também é uma forma de aliviar a pressão sobre a venda. Não significa que preço deixou de importar. Claro que importa. Mas quando a única razão para comprar é o preço, sempre existirá alguém disposto a cobrar menos.

Construir marca é construir outras razões para escolher. E talvez esse seja um dos maiores papéis do marketing: não apenas ajudar uma empresa a vender hoje, mas fazer com que ela continue sendo considerada amanhã.