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“Nosso compromisso com a Bahia não é só construir uma fábrica, é desenvolver tecnologia”, afirma Pablo Toledo no lançamento do novo impresso Nosso Meio na Bahia

Por Redação

30/07/2026 17h28

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Diretor de Comunicação e Marketing da BYD Brasil destacou o papel da inovação, da regionalização e dos investimentos na Bahia durante o lançamento da 19ª edição do Impresso Nosso Meio Nordeste

Na tarde desta quinta-feira (30), o Nosso Meio realizou, no Palacete Tirachapéu, em Salvador (BA), um almoço executivo que marcou o lançamento da 19ª edição do Impresso Nosso Meio Nordeste. Com o tema “O novo eixo do consumo: o protagonismo estratégico que move o Brasil”, o encontro reuniu empresários, executivos e lideranças para discutir as transformações econômicas que consolidam o Nordeste como um dos principais motores do desenvolvimento nacional.

Segundo Fernando Hélio Brito, diretor-executivo do Nosso Meio, a nova edição chega em um momento em que o Nordeste ocupa a segunda posição entre as regiões que mais movimentam a economia brasileira, com consumo estimado em R$ 1,511 trilhão. “Esse resultado corresponde a 18,6% de todo o consumo nacional. E esse crescimento não é só nas capitais. O interior também avança e se moderniza, atraindo investimentos, gerando empregos e demonstrando que nós somos uma região de potência e riquezas”, destacou.

Para Tamires Soares Brito, diretora-executiva do Nosso Meio, compreender a diversidade da região é essencial para entender o comportamento do consumidor brasileiro. “Somos uma região múltipla. Temos muitas culturas, sotaques e festividades, como também muitas formas de interagir e de consumir. E é isso que queremos mostrar com essa edição, a partir dos conhecimentos de quem vive aqui e ajuda a construir o futuro do Nordeste“, afirmou.

O evento contou com uma palestra de Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Marketing da BYD Brasil. Ele compartilhou a estratégia que impulsionou a expansão da companhia no país e defendeu que compreender as particularidades regionais é um fator decisivo para o crescimento sustentável das empresas.

Ao iniciar sua apresentação, Pablo Toledo propôs uma mudança de perspectiva sobre a própria BYD. Segundo ele, embora a empresa seja reconhecida mundialmente pelos veículos elétricos, sua essência está no desenvolvimento tecnológico, tendo as baterias como principal diferencial competitivo.

“A BYD não é uma montadora. Nós somos uma empresa de tecnologia especializada em baterias. É essa tecnologia que nos permite atuar em quatro grandes frentes: mobilidade elétrica, transporte ferroviário, energia renovável e eletrônicos. Muita gente conhece a empresa pelos carros, mas um em cada cinco celulares produzidos no mundo possui componentes da BYD. Quando entendemos isso, percebemos que nossa atuação vai muito além da indústria automotiva”, pontuou.

Para demonstrar a dimensão desse investimento, o executivo apresentou alguns dos principais indicadores globais da companhia. Atualmente, a BYD reúne mais de 120 mil profissionais dedicados à pesquisa e desenvolvimento, mantém 11 institutos de pesquisa, registra uma média de 52 novos pedidos de patente por dia útil e já soma mais de 71 mil patentes aprovadas. Segundo Pablo, esse ecossistema de inovação é o que sustenta a capacidade da empresa de atuar em diferentes mercados e acelerar a transição para soluções mais sustentáveis.

Esse compromisso, explicou, está diretamente ligado ao propósito da companhia de contribuir para diminuir a temperatura da Terra em um grau por meio da eletrificação da mobilidade e da redução das emissões de carbono. De acordo com o executivo, as tecnologias desenvolvidas pela empresa já evitaram a emissão de mais de 144,6 milhões de toneladas de carbono em todo o mundo, reforçando o papel da inovação como ferramenta para enfrentar os desafios ambientais.

Ao abordar a operação brasileira, Pablo destacou que o BYD Dolphin representou um marco para o mercado nacional de veículos eletrificados. Atualmente, sete em cada dez carros elétricos vendidos no Brasil pertencem à marca e um em cada três veículos híbridos comercializados também é da BYD. Segundo ele, esse crescimento foi impulsionado pela confiança conquistada junto aos consumidores, especialmente por meio das recomendações feitas por motoristas de aplicativos, que ajudaram a consolidar a reputação da empresa.

Um dos momentos mais marcantes da palestra foi quando o executivo relembrou os bastidores do lançamento do Dolphin no Brasil. Antes da chegada do modelo ao mercado, parte da imprensa especulava que o veículo seria comercializado por menos de R$ 100 mil. Quando a empresa definiu o preço de R$ 115 mil, parte da equipe de marketing demonstrou preocupação com a reação do público.

“Perto do lançamento, muita gente dizia que o Dolphin chegaria ao mercado por menos de R$ 100 mil. Quando anunciamos o preço de R$ 115 mil, houve uma frustração natural dentro da equipe de marketing. Foi quando a Stella Li fez uma pergunta muito simples: ‘Quanto custa um iPhone?’. Todo mundo respondeu que ele não era barato. Então ela disse: ‘Ele não é o mais barato, mas é o mais valioso e desejado. É exatamente isso que eu quero construir com o Dolphin’. Naquele momento entendemos que não estávamos disputando para ser o carro mais barato do mercado, mas para construir uma marca desejada. Hoje, olhando para os resultados, vemos que essa estratégia deu certo”, narrou.

Para Pablo, o sucesso da BYD no Brasil também passa pelo respeito às características de cada região do país. O executivo afirmou que a companhia optou por desenvolver uma estratégia descentralizada para a expansão da rede de concessionárias, valorizando o conhecimento dos parceiros locais sobre seus mercados.

“Não é da minha cadeira no Brooklyn que eu vou dizer como as concessionárias devem vender. É necessário respeitar a regionalização e, no meu entendimento ao analisar o mercado, a gente fez isso muito bem. Modéstia à parte, montamos a melhor rede de concessionárias do Brasil, e isso se dá pela reputação das nossas concessionárias. São elas que conhecem seus clientes, entendem a cultura local e conseguem construir relações de confiança”, afirmou.

Ao falar sobre a Bahia, Pablo destacou que o investimento da companhia vai muito além da implantação de uma fábrica. O complexo industrial recebeu R$ 5,5 bilhões em investimentos, ocupa uma área de 4,6 milhões de metros quadrados — equivalente a cerca de 645 campos de futebol — e já conta com mais de 5.500 colaboradores contratados, sendo 90% deles baianos. A expectativa é que o empreendimento gere aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos até a conclusão das operações, com salários, em média, 20,8% superiores aos praticados pela indústria local.

Segundo o executivo, o objetivo da companhia é transformar a Bahia em um polo de inovação, aproximando indústria, pesquisa e formação de profissionais para fortalecer a cadeia tecnológica do país. “Nosso compromisso com a Bahia e com o Brasil não é só construir uma fábrica. Nós queremos desenvolver tecnologia, implantar um centro de pesquisa e formar jovens baianos para liderarem essa transformação. Esse investimento só faz sentido quando conseguimos deixar conhecimento, oportunidades e um legado para as próximas gerações”, enfatizou.

Encerrando a palestra, Pablo Toledo reconheceu que a implantação da operação brasileira também enfrentou desafios, mas afirmou que a capacidade de aprender rapidamente faz parte da cultura da empresa. “Erramos muito e ainda vamos errar. Não queremos romantizar nossa história dizendo que tudo foi perfeito e positivo. O que nos diferencia é a humildade para reconhecer os erros, a agilidade para corrigi-los e o compromisso de honrar tudo aquilo que assumimos com o povo baiano”, finalizou.

O almoço executivo do Nosso Meio em Salvador contou com o patrocínio das marcas Comunidade Door, Eletromídia, Fortes Tecnologia, Guanabara, Helloo, NEOOH, Somapay e UOL – Universo Digital.