Portos nordestinos movimentaram 329,7 milhões de toneladas, com destaque para Ponta da Madeira, Itaqui, Suape e Pecém
A movimentação portuária no Nordeste brasileiro alcançou 329,7 milhões de toneladas em 2025, consolidando a região como um dos principais polos logísticos do país. O resultado reflete o avanço das operações por mares e rios e o fortalecimento da competitividade dos terminais nordestinos no escoamento de cargas nacionais e internacionais.
De acordo com dados do Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, a operação de contêineres registrou crescimento próximo de 9% no período, impulsionada por investimentos em modernização, ampliação de capacidade e ganhos de eficiência operacional.
Outro destaque foi a movimentação de granel sólido, que apresentou alta de 0,06%, alcançando 244,4 milhões de toneladas. Entre as principais mercadorias transportadas estão minério de ferro, petróleo e soja, além das cargas conteinerizadas.
Grande parte desse volume passou por terminais de alta capacidade. O Terminal Marítimo Ponta da Madeira liderou a movimentação regional, com 172,4 milhões de toneladas. O Porto do Itaqui registrou 36,8 milhões de toneladas, enquanto o Porto de Suape movimentou 24,3 milhões.
No Ceará, o Terminal Portuário do Pecém respondeu por 20,5 milhões de toneladas ao longo do ano. Já o Terminal Aquaviário de Madre de Deus movimentou 20,2 milhões de toneladas de granel sólido.
Os números reforçam o papel estratégico do Nordeste na logística nacional, com infraestrutura capaz de absorver grandes volumes e sustentar o fluxo de commodities e produtos industrializados. Em um cenário de expansão do comércio e da produção, os portos da região seguem ampliando participação e consolidando sua relevância no mapa econômico brasileiro.


