O que a corrida me ensina sobre liderar uma empresa

Por Redação

19/03/2026 08h00

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Por Lia Quinderé, CEO e fundadora da Sucré Alimentos

Corro. Não todos os dias, mas com consistência. E há muito tempo percebi que a pista de corrida é, talvez, o lugar onde mais aprendo sobre gestão, porque o próprio ato de correr me obriga a me enfrentar, assim como o desafio de gerir.

A corrida não negocia. Você coloca o tênis, sai, e o que vier, cansaço, vento, dores, é seu. Não tem como terceirizar. Não tem como adiar para quando estiver mais forte. Esse é o primeiro ensinamento: a disciplina não espera o humor certo. Ela se constrói apesar dele.

Durante os quilômetros, a cabeça trabalha de um jeito diferente. Sem tela, sem notificação, sem reunião para entrar em dois minutos. É nesse silêncio em movimento que aparecem as respostas que eu estava procurando no caos do dia. Problemas que pareciam urgentes perdem escala. Decisões que pareciam impossíveis ganham caminho. Corro e, muitas vezes, volto para casa sabendo o que precisa ser feito.

Mas o que mais a corrida me ensina e que levo direto para a liderança, é respeitar o ritmo sem abandonar o objetivo. Tem dias que não é para acelerar. Tem semanas que o negócio pede recuperação antes de novo pique. Aprender a distinguir quando forçar e quando preservar é uma das habilidades mais difíceis de desenvolver e que a corrida me treina o tempo todo.

A construção da Sucré exige o mesmo que a corrida: constância, clareza de rota, e a coragem de continuar mesmo quando o fôlego aperta.

Liderar cansa. Empreender cansa mais ainda. E por isso o hábito de se mover, de colocar o corpo em ação, não é luxo. É estratégia. É o que me devolve à clareza quando a semana conspira contra ela.

Se você tem um hábito que te reconecta com você mesma, não abra mão dele quando a agenda apertar. É exatamente aí que ele mais importa.

Colaborativa
A Coluna Costume Saudável propõe uma reflexão sobre como hábitos de saúde e bem-estar impactam diretamente a forma de liderar e fazer negócios. Mais do que falar sobre treinos ou rotina, o espaço investiga como disciplina, constância e autocuidado fortalecem decisões, ampliam a clareza estratégica e moldam lideranças mais resilientes, porque performance também começa fora da sala de reunião.