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Marca real nasce de uma cultura que ninguém consegue copiar, diz CEO da Frosty em conversa com Wilson Sá da PWR

Por Redação

12/08/2026 16h19

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Em conversa mediada por Wilson Sá, da PWR Gestão, Edgard Filipe Segantini percorreu o crescimento da Frosty, a força da regionalização e o papel da cultura na construção de uma marca de verdade

A 5ª edição do NM2B, encontro para profissionais do mercado com foco em marketing, negócios e comunicação, começou na manhã desta quarta-feira (12), no La Maison, em Fortaleza, celebrando os seis anos do Nosso Meio. Com o tema A força do que é real, o evento reúne mais de vinte palestrantes em dois palcos, o Palco Terra e o Palco Mar, além de espaço de trabalho e uma feira de negócios, onde as marcas patrocinadoras oferecem ativações, experiências e degustações aos participantes.

No ciclo de palestras, o palco recebeu a conversa A Força de uma Marca Real, mediada por Wilson Sá, fundador e CEO da PWR Gestão, consultoria voltada a gerar receita e lucro para empresas. Conduzindo as perguntas, ele levou o público pela trajetória de Edgard Filipe Segantini, CEO da Frosty desde 2025 e um dos líderes mais jovens do país, à frente da marca de sorvetes líder no Nordeste e uma das maiores do Brasil.

O ponto de partida foi o crescimento da rede, que saiu de cerca de 5 para mais de 140 lojas em sete anos. Para Edgard, esse salto não pode ser lido como um lance isolado ou um resultado da noite para o dia.

“Todo momento de vitória tem muita gente, muitos times e muita história por trás”, afirmou. “Sete anos podem parecer um crescimento repentino, mas a gente não começou agora. Não foi um único ponto que fez a Frosty crescer, foi muita coisa somada. E ainda é só o começo.”

Com 1.090 colaboradores diretos, a Frosty tem na cultura interna um dos pilares desse crescimento. Edgard defendeu que manter uma cultura viva é um trabalho contínuo, e não um estado fixo. Na empresa, ela é sustentada por ritos próprios, práticas específicas que reforçam a identidade e o senso de pertencimento do time.

Provocado por Wilson sobre a expansão dos últimos anos, o CEO ligou o crescimento a uma ideia de democratização. Ele observou que o consumo de sorvete ainda é desigual no Brasil, já que nem todos conseguem comprar um produto no dia a dia, e apontou que ampliar o número de lojas foi uma forma de promover o cardápio completo da marca, e não apenas os itens que os canais tradicionais costumam priorizar, além de aproximar o público da experiência com a Frosty.

A regionalização apareceu como o coração da estratégia. Ao explicar como uma empresa cearense chegou à liderança no Nordeste e a uma posição de destaque no país, Edgard foi direto ao apostar no que é da região.

“A gente conhece o Nordeste e sabe o que funciona aqui. Cajá, coco, castanha, o nosso posicionamento é para essa região”, afirmou. “Competir com os grandes players regionais de cada estado e levar os nossos produtos com essa cara é o que faz a gente crescer.

Nesse desenho, as lojas próprias funcionam como um diferencial competitivo, por permitirem o contato direto com o consumidor e o controle da experiência de marca. A conversa também passou pela cultura de bem-estar e pelo desafio de existir como uma marca doce nesse contexto. Edgard citou o lançamento de uma linha pura fruta, sem açúcar e sem adição, e de uma paleta proteica, movimentos pensados para ampliar o repertório de produtos e alcançar novos públicos sem abrir mão da experiência.

Ao ser questionado sobre passar a ser o rosto da Frosty, Edgard lembrou que o pai sempre o colocou à prova e defendeu a presença pessoal como parte da estratégia de marca.

“A tendência é entender que pessoas compram de pessoas“, disse. “Cada vez mais as marcas querem se tornar pessoas, e a venda também precisa ser feita de pessoa para pessoa.” Para ele, aparecer e se conectar com o público virou condição para a marca ganhar relevância, sempre a partir do reconhecimento de quem de fato compra e da manutenção do posicionamento, mesmo quando a empresa vende para praças diferentes.

O encerramento voltou ao tema da edição. Convidado a definir o que é uma marca real, Edgard resumiu a tese que atravessou toda a conversa. “Uma marca real é a que tem uma cultura autêntica”, afirmou. “E ter uma cultura autêntica gera um ativo único, que nenhuma outra empresa consegue copiar.” Uma leitura que dialoga diretamente com a força do que é real, ao mostrar que, antes de ser comunicação, uma marca forte é aquilo que ela vive por dentro.

Sobre o NM2B

O NM2B é um encontro para profissionais do mercado, com foco em marketing, negócios e comunicação, realizado pelo Nosso Meio. Durante um dia inteiro, lideranças e especialistas compartilham insights e estratégias, com o objetivo de fortalecer o ecossistema de negócios e comunicação. Cada edição conta com um tema, que conduz as palestras, e com uma feira de negócios, onde os participantes fazem networking e conhecem as ativações das marcas patrocinadoras.